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A mostrar mensagens de fevereiro, 2019
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Formação nas prisões Recentemente vi na televisão da sensação, as noticias negras do nosso dia a dia, que um juiz foi repreendido tanto pelos seus pares como pelos media sobre casos onde existiu violência doméstica por parte de dois dos seus julgados e que estes tiveram grandes atenuantes de pena. Os media noticiaram este facto de modo algo precipitado, a meu ver, pois, e logo em seguida, soube-se do caso de uma prisão portuguesa onde os reclusos faziam festas, fumavam droga para o Facebook, usavam telemóveis na prisão, etc. Relacionando estes dois casos, acho que houve uma grande perda de tempo por parte dos média, pois relevou-se a parte negativa dos crimes, houve mão pesada para o juiz e para os reclusos, a nível de censura social, mas deixou-se de parte o essencial: Como solucionar estes problemas. Por acaso os media têm trabalho em, ao noticiar de forma 'degraçadista' os acontecimentos, dar consequências do caso que sejam formativas para as pessoas? Há a preocup...
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Noutro dia, fui investigar o significado da palavra 'bias'. 'Bias' em Estudos Culturais, vem de uma palavra inglesa cuja origem remonta ao século XVI. Refere-se aquilo que denominamos por preconceito, estereótipo negativo, juízo tendencioso e malicioso levantado sobre uma pessoa ou grupo. Encontrei a origem desta palavra, vem do grego  epikarsios e quer dizer no seu fundamento, linha oblíqua, uma linha diagonal. Investigando um pouco mais fundo, na geometria sagrada, e encontro essa mesma diagonal como termo para designar 'demónio', 'satanás', o mal. Tratava-se de uma diagonal que dividia um quadrado formando dois triângulos em posições opostas entre si. E pensei: Somando estes conceitos podemos chegar à seguinte conclusão: O mal, o diabo, é tudo aquilo que está relacionado com o preconceito, o juízo negativo sobre alguém ou alguém grupo, o estereótipo malicioso. De facto, e comprovamo-lo no dia a dia, o preconc...
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O estranho conceito de lifetime value Lifetime value é o valor economicamente calculável do tempo de vida do consumidor. Numa sociedade onde tudo e todos podem ser considerados como uma mercadoria, surge esta nova fórmula de cálculo, que é como quem calcula o valor da uma vida humana em dinheiro, em lucro que pode dar a alguns e a si mesmo…  Como pode ser isto numa sociedade que diz defender a dignidade humana e que dá tanta iniciativa à vontade individual, ao livre-arbítrio, à vontade livre de viver e de escolher? Reduzir o ser humano a uma quantidade de patacos para alguns explorarem, extorquirem e vilipendiaram para nós é tido como um dos maiores insultos ao ser vivo que ocupa este mundo. Toda a vontade usada para viver, para estar ao serviço da comunidade pode então ser avaliada, pesada e medida conforme o câmbio atual, conforma as divisas, como se o ouro fosse vender o que somos e fosse no fundo todo o sentido de viver. Esse ouro do vulgo é confundid...
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Lei da evolução Li algo num certo livro que adquiri que diz o seguinte: A lei da evolução consiste no facto de todos os seres iniciarem o seu percurso com limitadas capacidades que, ao longo de tentativas e erros, análises de causas e de circunstâncias, reavaliação de experiências, aquisição de conhecimento, lenta e gradualmente, num movimento em espiral, vão subindo na escala evolutiva ao nível da sua vibração, ocupando de tempos a tempos, corpos de renovada eficácia de acordo com os seus atos e evolução passada. Assim somos no corpo o que somos no espírito. Podemos ver isso por exemplo com Hipócrates, quando ele afirma que: Que o alimento seja o seu remédio e que o seu remédio seja o seu alimento. O mesmo se passa com a nossa experiência e com o corpo que ocupamos neste mundo. As experiências que vivemos em sucessivas vidas no passado estão inscritas no nosso corpo, na sua forma, na sua eficácia, na sua desenvoltura, flexibilidade, adaptabilidade, ...
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Recentemente tive contacto com aspetos culturais que me provocaram algum fascínio. Falo de certos costumes orientais que se podem resumir em poucas palavras: - Não aceitar o não como resposta. - Não usar a palavra não no discurso. - Melhorar continuamente o trabalho em todas as vertentes: profissionais, humanas, culturais. - Usar o pensamento positivo como forma de alavancar a esperança num futuro melhor. - Usar de contínua persistência nestes métodos. Saber não é especular, é experimentar por si mesmo e verificar os resultados. Experimente estes métodos! Penso serem estes os fatores essenciais para a mudança de paradigma de nós mesmos, das nossas sociedades ainda atrasadas por um certo pensamento atávico de outros tempos. Se de facto se acredita no progresso, no futuro, na melhoria das condições humanas, culturais, profissionais, sociais, adotar estas medidas revela um grande bom senso e um grande bom gosto. As trocas interculturais podem revelar-se positivas expe...
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Acerca de uma lei de Newton Newton uma vez afirmou que qualquer movimento que se faça tem a sua ação contrária. Uma pedra à luz do sol projeta sombra. Uma questão pode ser vista de forma positiva ou negativa sempre. Um argumento pode ser a favor ou contra sempre. Se me movimento, o meu próprio peso faz uma força contrária. O que se passará no mundo das ações, das palavras e dos pensamentos a partir desta lei? Pensei na lei da conservação da energia. Uma força exercida num sentido tem sempre uma força contrária. Mas e se quiséssemos obter uma força pré-definida por nós? E se pudéssemos obter uma determinada força com a intenção de a receber? Fiquei a pensar na famosa lei do Karma. Os ingleses têm um ditado que posso traduzir por: O que atiras ao mar, noutra corrente, noutra onda, receberás. Pensei então naquilo que atiramos ao mar todos os dias nas nossas vidas. Atiramos bons pensamentos, boas palavras, boas ações ao mar? Já tomamos nota do que recebemos do exterior...
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Estive a consultar certos brasões de famílias europeias, nomeadamente as suas divisas, e achei nelas conteúdos morais interessantes que passo a partilhar. Estas divisas estão no original em Latim, traduzi-as para português para ficar mais compreensível aqui. Temos por exemplo divisas que vêm dos tempos da cavalaria romana, outras de tempos ainda mais antigos. Todos servem de ponto de reflexão para cada um/a de nós: O Senhor é o meu apoio Conhece-te a ti mesmo Eu vou manter Tu vencerás com este sinal Um por todos e todos por um Direito e firme Sem medo e fiel O terceiro está esperando por mim no céu Estou pronto Para além disso Para haver valor é necessário um ponto de obstáculo Um raio me obriga Fazer bem, digamos O mundo é esse abuso Cumpra o seu dever Eu não dou a ninguém O caminho certo é o mais curto Muito no pouco Qual é o ponto? A morte não morde Que sei eu? O vilão não vê o espinho Humildade Eu sirvo quem me ama Descansar ...
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Falsa consciência Estive a investigar esta questão e surgiram algumas ideias que gostaria de partilhar. Em certas escolas de pensamento, por exemplo, uma maneira de ver as coisas entre muitas, a falsa consciência ocorre quando uma classe falha em reconhecer o curso da ação política e das alianças que são do seu real interesse. Essa classe está debaixo do efeito entorpecente de uma ideologia. Acontece isto mesmo quando não estamos convenientemente despertos. A classe política governa hoje muitas vezes sem o apoio da massa abstencionista e, desta forma, parece haver uma falsa consciência, pois o poder teria de fazer coisas necessariamente diferentes se houvesse mais gente a partilhar ideias diferentes e que pudesse escolher um diferente rumo para as governações. A abstenção é fruto de uma falsa consciência e de uma deficiência na consciência política e cívica das pessoas pois estas desacreditam naqueles que vão decidir muito dos seus rumos durante anos. A participaçã...
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Eco e Narciso Eco é o nome de uma ninfa dos bosques e das fontes, personagem central que explica a origem do eco. Eco era uma ninfa que amava Narciso. Narciso era um deus que se amava a si mesmo olhando o seu reflexo nas águas do rio. Um mito conta-nos muitas verdades sobre o ser humano, a vida, a Natureza. Os mitos gregos são autênticas histórias de sabedoria. Eram o evangelho daqueles tempos. Eram as histórias bíblicas daqueles tempos remotos. Os mitos podem ser interpretados segundo vários níveis de entendimento. Podemos interpretar da seguinte maneira este mito de Eco e Narciso: Pessoas fúteis são pessoas eco que seguem os outros. Há sempre um Narciso que aparece e que emite um juízo. As pessoas Eco vão atrás, enamoradas pelo Narciso. Não pensam no que os Narcisos lhes dão e vão logo atrás. Narciso, os grandes influenciadores do nosso tempo, fazem um juízo emitido para o seu próprio reflexo nas águas que diz: eu sou lindo! Eco, enamorada de Narciso, repete...
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As novas tendências em educação Ao longo de intermináveis estudos que se podem fazer sobre os dharmas do dia a dia, recolhi alguns dados sobre as novas tendências da educação nos dias de hoje aplicadas ao ensino das línguas vivas. Pude constatar que estas tendências incidem sobre temáticas que antes não eram tão abordadas e que, cada vez mais, se faz um recurso inesgotável de algo que antes não existia, a interdisciplinaridade. Agora, e mais do que nunca, é preciso saber um pouco de tudo. Tal e qual como o homem renascentista, o cidadão de hoje deve saber bem vários temas e ter variadas competências para executar as suas variadas tarefas diárias pois, por vezes, este até pode ter vários empregos ao longo da vida, isto no reino do que se chama hoje de flexibilidade, ou melhor, o ser de hoje é um ser joguete das circunstâncias e das conjunturas onde o conceito de carreira é cada vez mais tido como algo de impermanente, assim como o futuro. Isto vem descrito nos próprios curríc...