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Texto: Pensando livremente acerca da eutanásia - por Marco António Oliveira Ouvi por aí que se quer legalizar a eutanásia, pelo menos há uma proposta que está em discussão no parlamento. Fiquei chocado. Querem matar pessoas legalmente. Fiquei chocado pois este tipo de leis legaliza simplesmente uma coisa, o matar alguém que sofre. Este fim faz uma coisa, mata-se uma pessoa como se mata um animal apenas porque sofre e não se tenta saber as causas reais porque sofre ou as causas ocultas por que sofre que têm sempre em conta leis de causa de efeito muitas vezes não descortinadas pela medicina. Num país onde se fez uma revolução para acabar com ideias dogmáticas paternalistas que impunham visões de mundo estreitas nomeadamente em certas crenças espiritualistas, politicas e de ideias, o que estamos a ver é que leis como estas legalizam a morte como se ela fosse um direito da sociedade em eugenizar. Os médicos têm o dever profissional humano, legal e de honra, um documento chamado ju...
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E vamos vendo alguns livros nas livrarias que de repente folheamos. Peguei num deles, um destes dias, no oitava avenida quase que ao acaso. Ouvi falar desde à muito tempo que houveram escritores que usavam este tipo de ideias... E de repente comecei a ler... Alguns apontamentos sobre filosofia Zen... Dei uma leitura mais atenta e estava de facto a ver um livro que falava sobre a filosofia Zen. Filosofia Zen... Ás tantas deparei-me com um poema Zen elucidativo do caminho para a iluminação (satori) . Li-o e isso fez-me pensar: O Caminho Perfeito não é difícil Recusa-se, simplesmente, a manifestar preferências. Apenas quando liberto do ódio e do amor Se revela por completo e sem segredos. (D.T. Suzuki, Essays in Zen Buddhism, London, Rider, 1970) Depois, fui lendo o livro e vi estas partes: Os 10 preceitos maiores segundo o Zen budismo são: Juro não matar Juro não roubar Juro não ter comportamentos sexuais ofensivos Juro não mentir Juro nã...
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Pensando livremente sobre o fenómeno do futebol Pensando livremente sobre o fenómeno do futebol pode-se constatar a evolução que este jogo teve  tornando-se hoje um verdadeiro espetáculo de massas em vez de um jogo de honra entre cavalheiros. Lembre-se por exemplo nos idos anos 60 onde os futebolistas trabalhavam e até estudavam de dia para treinar durante a noite e jogar aos fins de semana. Havia honra e amor leal à camisola que envergavam que chegava a ser muitas vezes uma segunda família. Hoje, o que se passa é a banalização dos jogos, o comércio das emoções humanas, o mercado em volta do futebol que muitas das vezes vale ainda mais monetariamente do que o jogo em si, isto é, interessa mais as audiências do que o fervor da massa adepta, essa é o motor para se incitar ainda mais emoção trabalhada dia a dia na comunicação social. Vive-se um excesso de futebol nas televisões, nas rádios e nos jornais, dispersando as pessoas de assuntos que podem ter mais relevância públi...
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***** Pensando livremente a espuma dos dias... ***** A quantidade de informação que está na internet e que circula pelas redes sociais assimila-se muito aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman falou como sendo algo de "líquido". Por "líquido" entende-se algo de permanentemente mutável, não estável, não palpável, volátil, escorregadio como a água... Vivemos num mundo líquido segundo este sociólogo. Isto nos mais diversos níveis, desde as relações humanas, à informação que se consome, aos objetos que se consomem, aos próprios ideais que se consomem... Tudo isto é volátil como a água, diz-nos ele. Dá que pensar... Afinal, todo o nosso mundo é volátil, não seguro (como dizia Camões num dos seus sonetos), impermanente (como dizem os budistas) e está sempre a mudar. Nada mais óbvio, penso que temos isso como uma verdade garantida. Ora se tudo muda, afinal, o que é estável neste mundo? É a própria mudança. A própria sede de mudar e de beber esta água volát...
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Pensando livremente sobre o uso de armas nos nossos dias... Ao saber do que se vai passando nos Estados Unidos, falando dos constantes tiroteios que ceifam a vida a inocentes, não podemos deixar de pensar no erro que é deixar as pessoas comprarem livremente armas... Estranho ainda mais em tudo isto é dizer que os professores devem usar armas nas escolas... Surreal... A escola, um local de educação da paz, da cidadania não violenta, culta, instruída, de modo nenhum é um local de tiroteios e cowboys. As pessoas más com armas não devem ser paradas por pessoas boas com armas mas sim com desarmamento geral e só ficam com armas quem tem a comprovada sanidade e a devida responsabilidade de garantir a segurança de todos os cidadãos que, e ainda mais em tempo de paz, não necessitam de armas para coisa nenhuma pois têm os agentes da segurança cuja função é mesmo essa, garantir a segurança de todos e do bem comum. Com o avanço das tecnologias, vendo a evolução das vigilâncias...
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Pensando livremente nestes tempos sobre os efeitos do álcool, das drogas e do tabaco nas pessoas... Ao longo destes dias fui pensando acerca dos efeitos que estes entorpecedores da consciência (álcool, drogas e tabaco) têm nas pessoas e nas sociedades. Cheguei a conclusões minhas, e serão sempre minhas, pois, em tempos, e aqui o confesso, usei alguns destes entorpecedores no auge da minha ignorância juvenil, ignorância crassa acerca dos efeitos destas 'coisas' para com a saúde e para com as pessoas em redor. Neste drama cósmico em que vivemos, penso que não há tempo sequer para perdermos tempo em nos anestesiarmos voluntariamente com estes obstáculos à saúde plena e à alegria de viver. Um corpo não pode atingir o seu máximo potencial, a todos os níveis, se usar estas drogas. Automaticamente este fica, sem a mínima dúvida, mais debilitado e vitima certa de doenças que em breve o assolarão, como um mau dono de uma casa (o corpo) que deixa entrar nela parasitas, caos e d...
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*** "Uma pessoa só está verdadeiramente viva quando a sua alegria está em querer bem a outros." - J.W. Goethe *** Frase de génio que nos dá uma pequena noção do que pode ser a felicidade. Ela não está na fama, no dinheiro, no amor, na honra, no nome, no ego projetado para milhões de pessoas. Está simplesmente em servir e querer bem aos outros... É tão simples e tão difícil, reflete mesmo o contrário do que todos inconscientemente queremos que é, por erro, a satisfação do ego de Narciso nas cenas múltiplas da vida, com o risco seguro de nos afogarmos como ele em nas águas do sofrimento, sendo depois pequenos nadas boiando mortos na história. A solução para esse excesso de ego que procura a satisfação imberbe está sem dúvida no lento domínio de si mesmo, no serviço e no genuíno querer bem aos outros, os que não são o 'eu' mas, que no fundo, são irmãos e irmãs em evolução aqui pelo mundo. Pois no fundo, o outro está em mim mesmo. Eu sou Tu e Tu é...