Texto: Pensando livremente acerca da eutanásia - por Marco António Oliveira

Ouvi por aí que se quer legalizar a eutanásia, pelo menos há uma proposta que está em discussão no parlamento.
Fiquei chocado.
Querem matar pessoas legalmente.
Fiquei chocado pois este tipo de leis legaliza simplesmente uma coisa, o matar alguém que sofre.
Este fim faz uma coisa, mata-se uma pessoa como se mata um animal apenas porque sofre e não se tenta saber as causas reais porque sofre ou as causas ocultas por que sofre que têm sempre em conta leis de causa de efeito muitas vezes não descortinadas pela medicina.
Num país onde se fez uma revolução para acabar com ideias dogmáticas paternalistas que impunham visões de mundo estreitas nomeadamente em certas crenças espiritualistas, politicas e de ideias, o que estamos a ver é que leis como estas legalizam a morte como se ela fosse um direito da sociedade em eugenizar.
Os médicos têm o dever profissional humano, legal e de honra, um documento chamado juramento de Hipócrates, que simplesmente condena toda a prática médica que possa matar um paciente pois ele deve viver até ao fim e ser cuidado até ao fim.
Certos pensadores, com influência em outras escolas médicas, têm pendor materialista, nihilista, marxista, freudiano, que seguiram outras escolas de pensamento que denominaríamos de pró-morte baseadas em Nietzsche, Faeurbach, Freud e outros, ateus convictos, que defendiam teorias que levaram ao nazismo por exemplo, psicologias que negavam a espiritualidade e o amor à vida e outras coisas milenares e que ainda hoje inspiram certas teorias médicas, politicas e filosóficas, muitas delas estão na psicologia e na psiquiatria, por exemplo, ou então, teorias relativas ao amor à vida e à vontade de viver de Nietzsche por exemplo que mais não são do que um amor doentio, feito de lutas e de guerras, de revoltas, de neuroses, etc, veja-se o que deu a segunda-guerra mundial e outras coisas horripilantes baseadas em algumas destas filosofias, e nos movimentos hippies espiritualistas que acabaram por degradar juventudes inteiras em busca da vida fácil, do gozo fácil, da espiritualidade do gasta ganha dos pais que não encontraram mais nenhuma felicidade a não ser recorrer a drogas que os levaram a estados de espirito conducentes a estados de espirito ditos depressivos que neste tipo de lei que poderá ser aprovada, serão agravados em certos pacientes por exemplo, que irão ser tirados da sua vida.
Legalizar a morte, a meu ver, é contra o estado de direito, o direito à preservação da vida até ao fim, pois mesmo a dor deve ser respeitada, cuidada e mitigada até a uma cura digna que muitas vezes se apoiam em ideias espiritualistas.
As filosofias que cortam a espiritualidade e a esperança dando apenas remédios que matam deixam  muitas vezes de serem tomadas em conta nomeadamente nas suas causas ditas espirituais que muitos médicos hoje já defendem, como a medicina ayerovédica, mãe da medicina mundial, que há milhares de anos nunca mataria alguém para acabar com o sofrimento, mas simplesmente cuidaria de causas no passado, nos comportamentos, nas atitudes, na alimentação, nos procedimentos, em causas espirituais, ou seja, vendo as causas e os efeitos, que, consciencializados pelo paciente e pelo médico ajudariam na cura do paciente.
Numa sociedade onde o médico é muitas vezes um escravo de trabalho, e que na sua ânsia de busca de objetivos para trabalhar cada vez mais rápido e eficientemente pode levá-lo muitas vezes ao esgotamento em muitos hospitais, assistimos talvez, e devido a essa pressa a uma desumanização da relação médico paciente, que muitas vezes devia ser como um sacerdote ali, e digo um sacerdote antigo pleno de sabedoria, de autoridade em cura a todos os níveis do paciente, moral, ética e humana, no diálogo, no esclarecimento, na procura da cura esclarecendo o paciente com voz amiga, como eram os médicos da escola de Hipócrates, onde até a falar se curava, esses e outros fatores dão origem a que alguns médicos, ás vezes em consultas de cinco minutos, instantâneas, taxem uma pessoa de depressiva e de sofredora sem refletir com o paciente uma ação a tomar visada no seu auto melhoramento, algo que muitas vezes é diagnosticado e repetido durante vários anos segundo análises subjetivas e não aprofundadas em todas as suas componentes, o que leva a uma acumulação de medicamentos que podem arruinar toda a sua vida social, intelectual e profissional criando-lhes muitas vezes horrores mentais e até tendências suicidas por vezes induzidas pelo horror mental desses medicamentos, e que, ao não se olhar para a vida total do paciente, para o seu historial, para todo o seu percurso de vida, para o corpo na sua totalidade, para o amor e carinho que lhe têm de dar desinteressadamente, à pessoa na sua totalidade e em todos os seus fatores e não olhando simplesmente para o cérebro que é apenas uma parte do todo o ser vivo que é o corpo humano, mas também para o seu todo biofísico que ainda está muito por estudar, pois esse campo, integrado com outras formas de medicina e também com a medicina clássica, era uma das maneiras dessas escolas de Hipócrates curarem pacientes incuráveis muitas vezes, escolas essas que estão a ser desonradas até pelos médicos que as juraram as defender, para se aprovar exatamente o seu contrário, o fim da vida que desta forma é legalizado num estado que a deve preservar até ao fim, pois se estamos vivos e de saúde como um todo, todos nós em Portugal, é graças ao que fazemos com o nosso corpo dentro desta sociedade que nos compõe e ao que o estado social nos concede, o SNS, que luta pela vida todos os dias. Acho que o estado não deve legalizar o fim consentido desta luta pela vida e pela saúde que todos nós fazemos em todos os campos da vida, deve haver uma sensibilização a todos os custos dos seus cidadãos para dizer basta a uma proposta de lei destas que me indigna profundamente como português que sou e como ser vivo que sou.
Se já nem se matam cães nos canis vão-se matar pessoas?

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